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Archive for the ‘Carpe Diem’ Category

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Num fim de semana longe da poluição da capital paulista, em Guaxupé, cidade mineira com cerca de 50 mil habitantes, divisa com o Estado de São Paulo e conhecida por seus cafezais, levamos neste último final de semana um pouco da Literatura de Cordel.

No evento entitulado Viralata Mix, organizado por Sheila Saad, parte da Caravana do Cordel, representada pelos poetas João Gomes, Costa Senna e eu, com a produção de Hellaydo Jean, mostrou ao público local, versos de nossa autoria e de grandes nomes deste segmento literário. A outra demanda do grupo, seguiu com apresentação na zona sul de São Paulo.

Danie Almeida, Costa Senna e João Gomes Sá

Costa Senna, além de poeta, é cantor e iniciou o encontro em terras mineiras, apresentando o melhor de seu repertório musical. Seguindo a linha MPB Regional, o músico intercalou canções, contações de causos, além de muito cordel, ao tímido, mas, qualitativo público guaxupeano.

Com algumas intervenções teatrais, apresentei com orgulho no peito, os artistas que ali estavam. O renomado cordelista, João Gomes Sá, com seu jeito único de declamar, encantou a todos os presentes. O poeta inclusive, foi reconhecido por alguns, pelo sucesso de Canto Guerreiro, obra de sua autoria interpretada na peça de Mauro César da cidade de Guaranésia (a 10 km de Guaxupé). O espetáculo foi ganhador de três festivais teatrais nas cidades mineiras de Contagem, Varginha e Conselheiro Lafaiete.

O meu cordel, O Encontro de Duas Almas Chamadas Gêmeas, claro, não deixei de apresentar e a aceitação foi muito bacana, inclusive das crianças, que adoraram a maquiagem da minha personagem Alma Gêmea. Na ocasião, também aproveitei a oportunidade para expor a importância pessoal dele em minha vida, pois, graças ao cordel, conquistei meu atual noivo, responsável por me fazer conhecer a linda Guaxupé.

Recitando O Encontro de Duas Almas chamadas Gêmeas

Costa Senna apresenta canções de seu repertório

João Gomes encanta a todos com seus versos

crianças pedem para serem Alma Gêmeas

Hellaydo Jean declama versos sobre Guaxupé

admiradoras do cordel

Com Sheila Saad, coordenadora do evento

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Guaxupé vista da região central

Guaxupé, em Minas Gerais, é um lugar especial. Muito mais próximo de São Paulo (apenas 4 horas)que a capital do seu próprio Estado, Belo Horizonte (8 horas), a cidade se destaca pela harmonia entre homem e natureza.

Sua economia, essencialmente cafeicultora, revela ruas com arquiteturas coloniais e traços de um Brasil ainda tradicionalista. Mas, em meio a toda tradição, a modernidade também se faz presente. Faculdade, casas e show, barzinhos e uma animada juventude em suas avenidas principais , Conde Ribeiro do Vale e Dona Floriana,  principalmente às sextas-feiras à noite, nos lembra em qual milênio estamos.

Sheila Saad é idealizadora do bloco Viralatas do samba em Guaxupé-MG

Conhecer o lado alternativo do município, confesso, foi algo que me surpreendeu. Guaxupé é muito mais que sertanejo universitário. A cultura popular também se faz presente e muito. Segundo a jornalista guaxupeana, Sheila Saad, em sua revista de bolso intitulada BOCA A BOCA, “a porção abstrata da herança cultural de um povo, passada de geração em geração,  provoca um sentimento de identidade e continuidade dos costumes tradicionais tais como rezas, folia de reis e contação de causos diversos que representam a mineirice de seu povo”. E de fato isso é uma verdade.

Para minha felicidade, através da pessoa de Sheila, conheci um pouco mais dos projetos alternativos dessa cidade. Como o bloco criado por ela, chamado Viralatas do Samba. Trata-se de um grupo de “anarquistas” que decidiram inovar os dias do carnaval guaxupeano unindo traços da sua cultura tradicional com o samba de raiz, nas ruas de Guaxupé. A experiência ainda que timidamente, foi um sucesso e sua mentora promete mais no próximo ano. “Todos os dias vou até a sede do Viralatas atualizar a placa com a contagem dos dias para o próximo carnaval na Casa da Vó Maria (sede do bloco)”, conta a dedicada Sheila. A preocupação da jornalista pelos cachorros de rua, revela a razão do inusitado nome que já abraçou outras frentes culturais: O Viralata Mix. Este evento reunirá várias manifestações da cultura artística não só local, mas brasileira.

Hellaydo Jean, Dani Almeida e Sheila Saad

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Happy Hour cultural  levará o melhor da cultura popular regionalista numa das ruas mais famosas de São Paulo

Burburinho, agitação e muita cultura popular. Tudo de graça. A  inauguração da Bodega do Brasil- o tira gosto cultural da sua sexta-feira , começa hoje a partir das 17h e levará artistas dos mais variados gêneros regionalistas ao Centro Cineclubista, localizado na Rua Augusta,1239.

Idealizado pelos artistas Costa Senna, Luiz Wilson, Fatel Barbosa, Daniella Almeida, Cacá Lopes e Júbilo Jacobino, o principal objetivo, é fortalecer ainda mais a cultura popular de forma atrativa ao público.

No Nordeste, uma Bodega se caracteriza principalmente pela venda de artigos práticos e utilitários ao dia-a-dia. Seguindo esse raciocínio, a cultura torna-se o principal produto comercializado na Bodega do Brasil, num ambiente decorado de forma original, a base de chitão e muito artesanato.

Conhecido por organizar vários projetos culturais, o Centro Cineclubista revela agora através da Bodega do Brasil, uma linha ainda mais ampla ao público. Ela funcionará como ponto de encontro de amigos depois do trabalho. Uma hora antes do  fim da festa, um trio de forrozeiros esquentará o salão tocando muito forró pé-de-serra. O espaço concentrará também ,venda de petiscos e bebidas, além de produtos culturais, tais como: CDs, DVDs, livros entre outros.

Serviço:

Bodega do Brasil- o tira gosto cultural da sua sexta-feira

Todas as sextas das 17h às 21h

Inauguração: 16 de outubro de 2009

Local- Centro Cineclubista- Rua Augusta, 1239, cj 13/14

Entrada Franca

Mais informações: 11 3120-4765 / 214-3906

Criadores do movimento: o radialista, cantor e compositor Luiz Wilson, a consagrada cantora Fatel Barbosa, a jornalista e poetisa Daniella Almeida, a administradora e cinéfila Vânia Feitosa, o cantor, compositor e poeta Cacá Lopes, o cantor, compositor e poeta Costa Senna,a jovem cantora Ornela Jacobino e o músico ritmista Júbilo Jacobino.

Convite Bodega Brasil


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teste - SDC11335_520x390Considerada a terceira melhor cidade do Brasil pra se viver, segundo ranking da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Jaguariúna, a 120km da capital de São Paulo, realmente nos revela uma harmonia completa.

Ruas muito bem conservadas, limpas e bem asfaltadas, trânsito tranqüilo, praças bem arborizadas e com muitos parques, o município de fato nos faz repensar o conceito da palavra paz. A primeira frase que nos vem à cabeça é a de: – quero criar meus filhos aqui!

Mas, deixando de lado tal impressão, o foco turístico da cidade é o rural, com muitas feirinhas típicas e exposições de artesanatos e produtos rurais tais como: conservas, doces, jaguariunacompotas, derivados do milho, de mandioca, cachaça artesanal, peças em semente, topiarias, bordados, luminárias em fibras, artesanato em bambú, bolsas de fuxico, queijos, embutidos e defumados, licores, café torrado e moído na hora, e por aí vai. O local da feira é o Prédio Histórico, antiga estação de Jaguariúna, hoje Centro Cultural, localizada na entrada da cidade.

Jaguariúna também é terra de rodeio. É lá que acontece o famoso Jaguariúna Rodeio Festival, considerado o maior festival country do país. O passeio na Maria Fumaça é outra atividade que não pode ser esquecida.

maria_fumaca_jaguariuna

Durante o passeio, monitores especializados contam a história do trem e do café, fazendo comentários sobre a sociedade da época, os barões do café e a rotina dos trabalhadores nos cafezais. Com o restauro das estações, equipamentos, carros e locomotivas a vapor, pessoas de todo o Brasil e de várias partes do mundo já visitaram a cidade para conhecer a autêntica ferrovia do século XIX.

Os parques também são um atrativo a parte, o Parque dos Lagos por exemplo, é bem poético. Ele possui dois lagosteste - SDC11365_520x390 povoados de peixes, patinhos, quiosques, playground, canchas de bocha e malha, espaço coberto para apresentações culturais e piquenique. Um túnel subterrâneo interliga o local a outra área verde, espaço já planejado para futura ampliação e represamento de nascentes. Água, árvores, flores e um estilo arquitetônico diferenciado fazem do Parque dos Lagos um local bucólico super agradável, apropriado para o esporte, lazer e pra quem quer deixar de lado o estresse do dia-a-dia. Ele está localizado na Rua Eduardo Tozzi – Jardim do planalto.

Dados estatísticos e turísticos a parte, vale a pena conhecer Jaguariúna. Tá certo que lá as coisas são um tanto careiras (um prato de camarão, por exemplo, custa no mínimo R$ 50 num restaurante), porém, parque é o que não falta, e pra isso, não são necessários grandes custos, além do sorvetinho ou da pipoquinha básica. Essa simplicidade revela  que não é preciso muito pra sermos felizes. A natureza e a harmonia entre as pessoas preenchem a paz que tanto almejamos em nossas vidas. E na companhia de grandes amigos, melhor ainda. Juli e Neto, valeu pela recepção!◊teste - dani e ju_520x390

Serviço:
Secretaria de Turismo e Cultura
Parque Santa Maria – Jaguariúna/SP
Telefone: 19 3867 4223
tur@jaguariuna.sp.gov.br ou cit@jaguariuna.sp.gov.br
www.jaguariuna.sp.gov.b

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SDC10943 Não é como as praias do Nordeste, mas, Bertioga foi uma ótima pedida nesse   feriadão. Localizada no litoral norte de São Paulo, esta cidade revela mais de 33Km de praia e uma  extensa área de fauna e flora.São 482 Km² de mata Atlântica, que resultam numa das maiores áreas de preservação do Estado de São Paulo, ficando apenas a 108 Km da capital.

Um dos melhores programas neste lugar de valiosa biodiversidade, são as trilhas que terminam em paraísos ecológicos, como o passeio de 3 km até a Prainha Branca ou a descida de acquaride pelas corredeiras do Rio Itapanhaú.

A história dessa cidade também é de grande relevancia para o país. Isso porque, o Forte São João, fundado em 1547, forte_01às margens do Canal Bertioga, é a fortaleza mais antiga e também a mais bem conservada do Brasil.
Na área do entorno do Forte, fica o Parque dos Tupiniquins, onde está localizada a única estátua do cacique tupinambá Cunhambebe do país, que esteve ali em 22 de setembro de 1563, acompanhado do Padre José de Anchieta para selar a paz entre colonos e índios.

Antes dos portugueses chegarem ao vilarejo os índios a chamavam de ‘Buriquioca’, que na língua Tupi, ‘Buriqui’ significa Macaco grande e ‘oca’, morada. Bertioga significa morada dos macacos grandes, pois lá tinha muito destes animais.

Quem curte história, pode fazer um passeio à Vila de Itatinga, onde funciona a Usina Hidrelétrica de Itatinga, que desde 1910 até hoje, abastece todo o Porto de Santos. Por meio de uma Maria Fumaça do início do século passado, o visitante é conduzido por uma bela mata, até avistar as casinhas que conservam o original estilo britânico de suas construções.

Outra visita interessante é a Aldeia Indígena do Rio Silveira. Localizada numa área de mais de 948 hectares, entre as cabeceiras do Rio Silveira e do Ribeirão Vermelho. A aldeia fica na divisa entre Bertioga e São Sebastião e abriga cerca de 300 índios tupi-guaranis. SDC10868

Entre o passado e o presente, Bertioga resulta num lugar mais que agradável para aqueles que não perdem uma boa oportunidade de viver momentos inesquecíveis, assim como eu, quando estive por lá compartilhando grandes instantes, com uma turma maravilhosa.

Serviço

Centro de Informações turisticas de Bertioga

Av. 19 de maio 1.111- Jardim Albatroz

fone: (13) 3317-3567

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Subir a Cordilheira dos Andes e ver a neve, seguir trilhas das ilhas do Lago Titicaca: país oferece experiências únicas

LA PAZ – Para quem busca conhecer histórias de um povo curioso e vibrar com belezas naturais, a Bolívia, país conhecido por seus conflitos raciais e nível alto de pobreza, é um destino que se revela muito além dos estereótipos. Lá, tudo é superlativo e bem diferente do Brasil. Há o lago navegável mais alto do mundo (3.800 metros acima do nível do mar) – o Titicaca , a cordilheira mais larga – a dos Andes, com 160 quilômetros de extensão, e a estação de esqui mais alta (5.400 metros de altitude) – a Chacaltaya. Há ainda as espécies típicas de animais que chamam a atenção do turista: lhamas, alpacas, vicunhas e flamingos.

Foi nessa terra, que possui duas capitais (La Paz e Sucre), que as grandes civilizações pré-colombianas se desenvolveram. A mais representativa delas é a de Tiahuanaco, para muitos um povo remanescente da lendária Atlântida. As ruínas das civilizações pré-colombianas, aliás, são um verdadeiro convite à aventura.
Não tão diferente da colonização portuguesa no Brasil, os índios bolivianos (aimaras e quéchuas) foram escravizados nas primeiras décadas da conquista espanhola, entre os séculos 16 e 17. Mas a presença da cultura desses povos até hoje é preservada e percebida claramente em quase todo o país.
É também a nação com o maior número de indígenas do continente americano, totalizando 24 milhões de índios. Sua moeda, o peso boliviano, é bastante desvalorizada em relação à nossa, o que torna os produtos e serviços mais baratos, atraindo muitos turistas brasileiros. Atualmente, R$ 1 equivale a quatro pesos bolivianos e US$ 1 vale sete pesos bolivianos.
Suas cidades encantam pela mistura de misticismo, religiosidade e climas que vão desde o frio intenso de temperaturas abaixo de zero, comuns em La Paz e em Copacabana (cidade às margens do Lago Titicaca), ao calor equatorial de Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba.
Para os que preferem economizar, a rota preferida pelos turistas brasileiros é a do popular Trem da Morte, assim denominado porque a viagem não é muito confortável. Vista com outros olhos, pode vir a ser bastante divertida. Ele sai da cidade boliviana de Porto Suarez, que fica vizinha a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e segue até Santa Cruz de la Sierra. A passagem custa US$ 20 e o percurso dura entre 18 a 20 horas. O trecho pode ser encurtado por avião, cuja passagem varia entre R$ 800 e R$ 1.400.

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