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Archive for abril \30\UTC 2010

Um projeto super bacana chamado “DOE PALAVRAS” desenvolvido no Hospital Mário Pena , em Belo Horizonte, chamou minha atenção por desenvolver um trabalho bastante interessante com pacientes que enfrentam o drama do câncer e que todos nós podemos participar. Para isto, basta termos boa vontade, internet e palavras de otimismo.

Funciona da seguinte maneira: você acessa o site: http://www.doepalavras.com.br/ escreve uma curta mensagem de otimismo pela página principal ou pelo twiter e depois de um filtro, seu texto é exibido em Tvs e telões internos do hospital em locais onde os pacientes estão fazendo o tratamento. A reação deles é maravilhosa. Vale por mil quimioterapias. Seu ato pode transformar a maneira como eles enfrentam o cancêr.

Participe, doe seus pensamentos e palavras de amor aqueles que não  apenas hoje, mas, todos os dias  necessitam de doses de otimismo para enfrentar essa doença tão fragilizadora. As mensagens compiladas nesse projeto vão se transformar em livro que será doado para diversos hospitais.Não é maravilhoso? Então, faça sua parte. Conheça mais sobre o projeto em vídeo no link abaixo.

É isso aí galera. Hasta la victoria siempre 🙂

VÍDEO PROJETO DOE PALAVRAS

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Guaxupé vista da região central

Guaxupé, em Minas Gerais, é um lugar especial. Muito mais próximo de São Paulo (apenas 4 horas)que a capital do seu próprio Estado, Belo Horizonte (8 horas), a cidade se destaca pela harmonia entre homem e natureza.

Sua economia, essencialmente cafeicultora, revela ruas com arquiteturas coloniais e traços de um Brasil ainda tradicionalista. Mas, em meio a toda tradição, a modernidade também se faz presente. Faculdade, casas e show, barzinhos e uma animada juventude em suas avenidas principais , Conde Ribeiro do Vale e Dona Floriana,  principalmente às sextas-feiras à noite, nos lembra em qual milênio estamos.

Sheila Saad é idealizadora do bloco Viralatas do samba em Guaxupé-MG

Conhecer o lado alternativo do município, confesso, foi algo que me surpreendeu. Guaxupé é muito mais que sertanejo universitário. A cultura popular também se faz presente e muito. Segundo a jornalista guaxupeana, Sheila Saad, em sua revista de bolso intitulada BOCA A BOCA, “a porção abstrata da herança cultural de um povo, passada de geração em geração,  provoca um sentimento de identidade e continuidade dos costumes tradicionais tais como rezas, folia de reis e contação de causos diversos que representam a mineirice de seu povo”. E de fato isso é uma verdade.

Para minha felicidade, através da pessoa de Sheila, conheci um pouco mais dos projetos alternativos dessa cidade. Como o bloco criado por ela, chamado Viralatas do Samba. Trata-se de um grupo de “anarquistas” que decidiram inovar os dias do carnaval guaxupeano unindo traços da sua cultura tradicional com o samba de raiz, nas ruas de Guaxupé. A experiência ainda que timidamente, foi um sucesso e sua mentora promete mais no próximo ano. “Todos os dias vou até a sede do Viralatas atualizar a placa com a contagem dos dias para o próximo carnaval na Casa da Vó Maria (sede do bloco)”, conta a dedicada Sheila. A preocupação da jornalista pelos cachorros de rua, revela a razão do inusitado nome que já abraçou outras frentes culturais: O Viralata Mix. Este evento reunirá várias manifestações da cultura artística não só local, mas brasileira.

Hellaydo Jean, Dani Almeida e Sheila Saad

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A festa será realizada no próximo dia 8 de maio na Casa da Vó Maria, também sede do Viralatas do Samba. O casarão antigo leva em seu interior uma decoração com pinturas e artesanatos curiosos. Música de qualidade através do som de um saudoso vinil, também dão um clima especial ao local. O Viralata Mix levará das 10h às 22h, manifestações como hip hop, roda de samba, moda indiana, tatoo, artesanato, sarau e LITERATURA DE CORDEL.

Neste último, estarei fazendo participação com os grandes cordelistas João Gomes Sá e Costa Senna apresentando um irreverente Talk Show poético. O encontro também terá a participação especial de Hellaydo Jean, nativo, residente em São Paulo e principal responsável por me apresentar a terrinha.

Como em todo evento, patrocínio é preciso e aqueles que acreditam na cultura como meio de negócio, claro, podem entrar em contato no email sheilasaadjor@gmail.com. Vivenciar a cultura popular nos mais diversos lugares do nosso Brasil é a mais rica experiência que alguém que trabalha com comunicação pode ter. Ao povo guaxupeano, meu muito obrigada. Hasta la victoria siempre 😉

desenhos estilosos fazem parte da decoração da Casa da Vó Maria

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Dona Marinês e Seu Luiz são dois típicos mineiros residentes do município de Guaxupé, cidade interiorana do sudoeste de Minas, que em casa, trabalham confecionando botinas, mais conhecido pelos guaxupeanos de Sapatão.

Dona Marinês fabrica botinas no quintal de sua casa

Em pleno sábado, estive em visita a fábrica, localizada no quintal da casa do casal, da qual fui muito bem recebida e pude conferir de perto, a incrível habilidade que ambos tem com o ofício. “Não é fácil dá conta de tudo, mas não podemos parar, seja fim de semana ou feriado”, conta Dona Marines.

Com uma fabricação mensal de 800 a 1400 pares, os calçados, feitos em couro legítimo, são a principal fonte de renda da dupla,  que trabalha sozinha dia e noite para produzir os inúmeros pedidos, distribuídos para Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e vários outros. “Trabalhamos com isso a vida inteira e temos muito orgulho do que fazemos”, afirma a sorridente Marinês, esta encantadora figura, achada em Minas Gerais, junto ao amável Seu Luíz.

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Na tarde do último sábado (10), estive no auditório da Biblioteca popular Belmonte, localizada na Zona Sul de São Paulo, para prestigiar a cantoria do lendário Louro Branco e do grande amigo Valdir Teles.

O evento, apresentado pelo maravilhoso poeta Moreira de Acopiara, contou com a presença de vários cordelistas, cantores e apreciadores da cultura nordestina.

A Biblioteca Belmonte tornou-se temática em cultura popular em agosto de 2007. Além de cultura popular, a biblioteca atua também na formação de jovens, orientando pesquisas, trabalhos escolares e acadêmicos, além, é claro, de levar muitos eventos ao seu auditório, que conta com uma decoração muito bacana e super original. Abaixo, minha impressão poética sobre o evento. É isso aí galera. hasta la victoria siempre 🙂

E no encontro popular

Os amigos avistei

Só a nata da cultura

Os melhores de uma vez

Com Moreira, Louro Branco

Valdir Teles, Exaltei.

Moreira de Acopiara apresenta Louro Branco e Valdir Teles

Com o lendário Louro Branco

com o poeta Pedro Monteiro

com o pesquisador Marco Haurélio

público prestigia evento

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Para que todos entendam melhor nossa profissão, hoje, dia do jornalista, publico um texto falando sobre a arte diária de ser esse profissional que tanto querem tirar a legalidade do diploma.

Parabéns a todos nós, pela resistência , luta e por tudo que já conquistamos!

Ser Jornalista é…

Ser Jornalista é saber persuadir, seduzir. É hipnotizar informando e informar hipnotizando. É não ter medo de nada nem de ninguém. É aventurar-se no desconhecido, sem saber direito que caminho irá te levar. É desafiar o destino, zombar dos paradigmas e questionar os dogmas. É confiar desconfiando, é ter um pé sempre atrás e a pulga atrás da orelha. É abrir caminho sem pedir permissão, é desbravar mares nunca antes navegado. É nunca esmorecer diante do primeiro não. Nem do segundo, nem do terceiro… nem de nenhum. É saber a hora certa de abrir a boca, e também a hora de ficar calado. É ter o dom da palavra e o dom do silêncio. É procurar onde ninguém pensou, é pensar no que ninguém procurou. É transformar uma  simples caneta em uma arma letal. Ser jornalista não é desconhecer o perigo; é fazer dele um componente a mais para alcançar o objetivo. É estar no Quarto Poder, sabendo que ele pode ser mais importante do que todos os outros três juntos.

Ser jornalista é enfrentar reis, papas, presidentes, líderes, guerrilheiros, terroristas, e até outros jornalistas. É não baixar a cabeça para cara feia, dedo em riste, ameaça de morte. Aliás, ignorar o perigo de morte é a primeira coisa que um jornalista tem que fazer. É um risco iminente, que pode surgir em infinitas situações. É o despertar do ódio e da compaixão. É incendiar uma sociedade inteira, um planeta inteiro. Jornalismo é profissão perigo. É coisa de doido, de maluco beleza. É olhar para a linha tênue entre o bom senso e a loucura e ultrapassar os limites sorrindo, sem pestanejar. É saber que entre um furo e outro de reportagem haverá muitas coisas no caminho. Quanto mais chato melhor o jornalista.

Ser jornalista é ser até meio agressivo. É  fazer das tripas coração pra conseguir uma mísera declaraçãozinha. É apurar, pesquisar, confrontar, cruzar dados. É perseguir as respostas implacavelmente. É lidar com pressão de todos os lados. É saber que o inimigo de hoje pode ser o aliado de amanhã. E a recíproca é verdadeira. É deixar sentimentos de lado, botar o cérebro na frente do coração.  É matar um leão por dia, e ainda sair ileso. É ter o sexto sentido mais apurado do que os outros, e saber que é ele quem vai te tirar das enrascadas. Ou te colocar nelas.

Ser jornalista é ser meio ator, meio médico, meio advogado, meio atleta, meio tudo. É até meio jornaleiro, às vezes. Mas, acima de tudo, é orgulhar-se da profissão e saber que, de uma forma ou de outra, todo mundo também gostaria de ser um pouquinho jornalista. Parabéns a nós!

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Estar em São Paulo e poder conferir a arte de meu Pernambuco querido é maravilhoso. Desde o mês passado esteve em cartaz  no Itaú Cultural, a exposição OCUPAÇÃO , do cantor e intérprete Chico Science.

Num formato diferenciado ao estilo de Chico, a mostra retratou a vida do músico em fotos, vídeos e muita informação sobre a carreira e trajetória desde pernambucano criador do ritmo mangue beat.

Prestes a desocupar a instituição, a mostra o Mangue no Cinema, um ciclo de longas, médias e curtas-metragens e ainda videoclipes,  mostrou o trabalho de um dos principais personagens do mangue beat nos anos 90 e início dos 2000.

As exibições seguiram até ontem, (04), quando aconteceu também o Conversa de Mangue, um encontro entre o público, especialistas musicais e protagonistas do movimento para debater sobre a reverberação dessa cena no Brasil e no mundo.

O debate foi às 19h e contou com a participação de Beco Dranoff, Borkowski Akbar, Fred Zeroquatro, Bill Bragin, Paulo André Pires e Carlos Eduardo Miranda.

De Rio Doce para o mundo, tenho orgulho em dizer que fui criada no mesmo bairro do cantor, e hoje, redescubro sua arte na maior cidade do Brasil.

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