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Archive for junho \01\UTC 2009

Subir a Cordilheira dos Andes e ver a neve, seguir trilhas das ilhas do Lago Titicaca: país oferece experiências únicas

LA PAZ – Para quem busca conhecer histórias de um povo curioso e vibrar com belezas naturais, a Bolívia, país conhecido por seus conflitos raciais e nível alto de pobreza, é um destino que se revela muito além dos estereótipos. Lá, tudo é superlativo e bem diferente do Brasil. Há o lago navegável mais alto do mundo (3.800 metros acima do nível do mar) – o Titicaca , a cordilheira mais larga – a dos Andes, com 160 quilômetros de extensão, e a estação de esqui mais alta (5.400 metros de altitude) – a Chacaltaya. Há ainda as espécies típicas de animais que chamam a atenção do turista: lhamas, alpacas, vicunhas e flamingos.

Foi nessa terra, que possui duas capitais (La Paz e Sucre), que as grandes civilizações pré-colombianas se desenvolveram. A mais representativa delas é a de Tiahuanaco, para muitos um povo remanescente da lendária Atlântida. As ruínas das civilizações pré-colombianas, aliás, são um verdadeiro convite à aventura.
Não tão diferente da colonização portuguesa no Brasil, os índios bolivianos (aimaras e quéchuas) foram escravizados nas primeiras décadas da conquista espanhola, entre os séculos 16 e 17. Mas a presença da cultura desses povos até hoje é preservada e percebida claramente em quase todo o país.
É também a nação com o maior número de indígenas do continente americano, totalizando 24 milhões de índios. Sua moeda, o peso boliviano, é bastante desvalorizada em relação à nossa, o que torna os produtos e serviços mais baratos, atraindo muitos turistas brasileiros. Atualmente, R$ 1 equivale a quatro pesos bolivianos e US$ 1 vale sete pesos bolivianos.
Suas cidades encantam pela mistura de misticismo, religiosidade e climas que vão desde o frio intenso de temperaturas abaixo de zero, comuns em La Paz e em Copacabana (cidade às margens do Lago Titicaca), ao calor equatorial de Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba.
Para os que preferem economizar, a rota preferida pelos turistas brasileiros é a do popular Trem da Morte, assim denominado porque a viagem não é muito confortável. Vista com outros olhos, pode vir a ser bastante divertida. Ele sai da cidade boliviana de Porto Suarez, que fica vizinha a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e segue até Santa Cruz de la Sierra. A passagem custa US$ 20 e o percurso dura entre 18 a 20 horas. O trecho pode ser encurtado por avião, cuja passagem varia entre R$ 800 e R$ 1.400.

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