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Archive for maio \19\UTC 2009

Casamento. Momento inesquecível na vida de um casal. Tomada a decisão de sua comemoração a festa é algo a ser pensado muitos meses antes do evento. As preocupações são sempre as mesmas: buffet, ornamentação, músicos… Mas, o que fazer para inovar? Uma grande tendência hoje é deixar a festa com a personalidade  dos noivos.

Para tal feito a grande pedida do momento é encomendar cordéis ( literatura típica do nordeste, rimada e metrificada), contando a história do casal. Essa inovação deixa os convidados além de bem informados, mais participativos com o evento. O cordel pode ser distribuído tanto na  recepção dos convidados na festa, quanto ser colocados na mesa de cada família. Para deixar ainda mais personalizado o evento, os convidados ainda podem contar com a declamação do poeta num momento chave da festa.

Essa idéia está sendo muito bem abraçada e vale a pena inovar. Segue abaixo, um cordel feito por mim em ocasião do casamento de Michele Anegues, uma grande amiga, que adorou a idéia e lógico, aproveitou para inovar em seu casamento. Caso queira encomendar cordéis para casamento ou mesmo festas temáticas é só entrar em contato no e-mail: almeidajornalismo@gmail.com . É só contar sua história que eu leio, crio, escrevo e declamo em seu evento. temos vários pacotes. O  completo inclui criação do cordel, capa, impressão, declamação (caso seja no Estado de São Paulo, ou adicionamento da passagem caso queira minha presença) e envio pelos correios (caso seja fora de São Paulo). Você escolhe.

A HISTÓRIA DE AMOR DE MICHELE E LEÔNCIO EM LITERATURA DE CORDEL

O tempo nada mais écapa cordel ok

Construção da mente  humana

Deus escreve tudo certo

Cedo ou tarde se emana

E essa história a seguir ´

É à “la pernambucana”

Foi num mês chamado maio

que um romance começou

Amor arrebatador

Daqueles gostou, olhou

que Michelle e Leôncio

Um no outro encontrou

Michelle, moça formasa

De enorme coração

Sonhadora de pé firme

Vê o mundo com emoção

Encarando muitas lutas

Tudo com evolução

Já Lêle como ela chama

É demais irreverente

Leva no peito alegria

Não deixa nada pendente

É um cabra responsável

Também por demais descente

Mas pros dois se encontrarem

Muita coisa aconteceu

Tudo foi num acidente

Numa via que ocorreu

De Josias numa moto

Que Michele socorreu

O Josias é um amigo

Do Leôncio que estava

Entendido numa rua

E o trânsito parava

Pois ele havia batido

Num poste que o lascava

A Michele prestativa

E também mulher guerreira

Passava pelo local

Ajudou já de primeira

O rapaz que precisava

Dos seus dotes de enfermeira

E naquela confusão

Ela então o perguntou:

– Você não tem um parente,

Pra avisar o que se passou?

-Tenho sim um grande amigo

Daqui perto onde estou.

E a enfermeira liga

Para esse tal amigo

Avisando o sucedido

E que não tinha perigo

Do Josias ir parar

Em qualquer vago jazigo.

E assim o tal amigo

Chega no local da cena

E para sua surpresa

Avista linda morena

Era ela a enfermeira

Que o falara tão serena

E assim o Samu chegou

Para levar o ferido

Leôncio, o seu amigo

Ficou muito agradecido

A Michele, enfermeira

Por ter seu papel cumprido

Foi dali que dois olhares

Revelaram sedução

Mesmo com todo imprevisto

Ninguém era cego não

Entre essas duas almas

Houve sintonização

E a saúde do amigo

Terminou por ser pretexto

De uma comunicação

Nessa era de contexto

E alguns telefonemas

Foi o elo sem cabresto

E aí outra coincidência

De reencontro surgiu

E assim mais uma vez

O acaso prosseguiu

Foi quando logo perguntou:

Como você conseguiu?

– Juro a você morena

Que não estou te seguindo

Realmente esse encontro

Deve Deus tá conduzindo

Esse é mais um incidente

Da rua que estamos indo

Isso tudo sucedeu

Em frente ao  Boa Vista

Que é o shopping da cidade

“Fuvia” gente na pista

E da oportunidade

Vem investida articulista

– Hoje uma grande amiga

Tá fazendo aniversário

Por que não passas por lá?

Disse Mi o comentário

Fica em Olinda a diversão

Pitombeira é o cenário.

– Quero aceitar o convite

Mas não posso garantir

Pois o meu trabalho é árduo

Não sei se dará pra ir

Mas prometo que farei

De tudo pra conseguir

E chegando à sua casa

Já em hora avançada

Lelê no banho que pensou:

– Eu não posso dá mancada

Vou lá ver essa negona

Quero-a como namorada!

Justamente nesse dia

Chuva foi o que não faltou

Outra eventualidade

Nessa história emplacou

Num é que sem marcar hora

Noutra rua “os dois topou”?

Michele cheia de amigos

Na festa foi cortejada

Mas não tava nem aí

Para nenhuma parada

Pois fazia pouco tempo

Que um romance terminara

Leôncio para provar

Sua boa intenção

Inventou de dar carona

A uns amigos dela então

Ele só não imaginava

Onde moravam “os cão”.

Foi Curado e Bultrins

Eita contramão da gota

Mas não tem problema algum

Vale é agradar a garota

Ele no Engenho do Meio

E ela em Rio Doce pilota

E depois de tudo isso

Nem um beijinho rolou

Pense numa moça difícil?

Desistir é que não vou

Eu espero nova chance

Essa foi a que me encantou

E finalmente um dia

Esse beijo aconteceu

Tudo foi num bom forró

Logo que anoiteceu

E dali tudo adiante

O amor não se perdeu

Segurança e respeito

E grande serenidade

Verdadeira consistência

De uma eterna amizade

Tudo com muita paixão

Um namoro de verdade

E assim no dia-a-dia

Eles foram conhecendo

Um ao outro com firmeza

Tudo estava se batendo

Até enfrentar seu Jair

O Leôncio “deu valendo”

Mas foi num jogo do Sport

Junho, Copa do Brasil

Que o Leôncio empolgado

Fez um pedido sutil

Pra se casar com Michele

Foi quando ela sugeriu:

– Eu me caso com você

Se o Sport então vencer

Mas tem que ser dois a zero

Para não desmerecer

Esse time arretado

Que nunca nos fez sofrer

Tudo bem minha negona

A macumba vai ser grande

Esse jogo é decisivo

Vou apelar par Gandhi

Esse placar vai sair

Mesmo que tudo desande

E aí mais uma prova

Que o tempo estava certo

Foi no meio de uma muvuca

De um gol quase incerto

Que Sport ganha a final

E as coisas ficam mais perto

Desse dia a seguir

Foi só uma correria

Para oficializar

Tudo com sabedoria

Já dezenove de julho

O Leôncio então daria

Uma linda aliança

De presente pra Michele

E chamara os seus pais

Num jantar a flor da pele

Mas que tudo revelou

Um futuro que se segue

E os meses se passaram

O amor só aumentando

Para quê tanto esperar?

Vamo ouvir nosso comando

De vivermos para sempre

A vida considerando

Paciência e respeito

Bom humor e harmonia

Sedução e competência

vibração e alegria

Construir laço constante

Casamento é dia-a-dia

E um ano se passou

Do tempo da construção

Pode ser pouco pra alguns

O importante é a doação

De um afeto cotidiano

Provedor de uma geração

Daniella Almeida sou

E pra mim foi um prazer

Descrever esse romance

De vitórias e viver

E pra todos uma lição:

Façam sempre o amor valer

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O abraço

Formatura de Dani 061

Da alegria,

Do dever cumprido,

Do orgulho no peito.

Da esperança renovada

Dos sacrifícios válidos

Da dor superada.

Da ternura,

Do amor,

Da parceria,

Do aconchego,

Da proteção.

Pura clareza, eterna sintonia

Razão de viver.

* A minha mãe, Maria de Jesus.

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